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30 de janeiro de 2011

Dois dias dedicados às minhas afilhadas

Este fim-de-semana foi especial. Apesar de terem sido feitas todas as tarefas que habitualmente faço e da canseira de sempre, estes dois dias acabaram por ser bem mais divertidos do que qualquer um dos anteriores. É que, em vez de uma,  estiveram cá em casa as minhas duas afilhadas, a Beatriz e a Camila.
A Beatriz, desde que começou a andar, não pára! Levo o dia todo a vigiá-la. Ainda assim, e depois de um segundo de distracção, fui dar com ela a lavar a minha escova do cabelo na água que estava no balde de limpar o chão.
Num segundo momento de desatenção e após alguns segundos de silêncio, encontrei-a sentada, numa amena cavaqueira, com o meu cão... na cama onde o cachorro dorme.
Para além destes pequenos incidentes, chama-me "chata" sempre que pode. Aqui, a culpa foi minha. Fui eu que a ensinei a dizer esta palavra.
A Camila já tem 20 anos. É já uma senhorinha e, como tal, faz outro tipo de companhia. Fartei-me de rir com as histórias dela.
São estes pequenos momentos que dão sentido à minha vida. Adorei estes dois dias... porque amo a minha família (^_^).

Feliz Aniversário manas!

As minhas irmãs gémeas fazem anos hoje.
Beijinhos carinhosos de parabéns!
São lindas, as minhas irmãs (^_^)

27 de dezembro de 2010

Já tinha reparado?

O RegistoCriativo tem um novo seguidor!
É giro! Muito bonito... por dentro e por fora.
Calma, é o Ruben, o meu sobrinho amoroso (^_^)
Obrigada Cris, por estares sempre presente.
Amo-te muito!

11 de dezembro de 2010

O comboio da vida...

Há algum tempo atrás li um livro que comparava a vida a uma viagem de comboio. Uma leitura extremamente interessante, quando bem interpretada...
A vida não é mais que uma viagem de comboio. Repleta de embarques e desembarques, salpicada por acidentes, surpresas agradáveis em algumas estações e profundas tristezas noutras.

Ao nascer, entramos no comboio e encontramo-nos com algumas pessoas que acreditamos... estarão sempre connosco durante a viagem: os nossos PAIS.
Lamentavelmente, a verdade é outra. Eles sairão numa qualquer estação deixando-nos órfãos do seu carinho, amizade e companhia insubstituível. Apesar disso, nada impede que integrem a viagem outras pessoas que serão muito especiais para nós. Chegam os nossos irmãos, amigos e... esses deslumbrantes amores.
Entre todas as pessoas que apanham o comboio, também haverá quem o faça como um simples passeio. Alguns só encontrarão tristeza na viagem... Outros haverá que, circulando pelo comboio, estarão sempre prontos a ajudar quem precisa. Muitos, quando descem do comboio, deixam uma permanente saudade... Alguns passam tão despercebidos que nem reparámos que desocuparam o lugar.
Às vezes, é curioso constatar que alguns passageiros, que nos são tão queridos, se instalam noutras carruagens, diferentes da nossa. Temos que continuar o trajecto separados deles mas, nada nos impede que, durante a viagem, percorramos a nossa carruagem com alguma dificuldade e cheguemos até eles... o que é lamentável é que já não possamos sentar-nos ao seu lado, por estar outra pessoa a ocupar o lugar.

Não importa, a viagem faz-se deste modo: cheia de desafios, sonhos, fantasias, esperas e despedidas... mas nunca de retornos.
Então, façamos esta viagem da melhor maneira possível... tratemos de nos relacionar bem com todos os passageiros, procurando, em cada um, o seu melhor. Recordemos sempre que, em algum ponto do trajecto, eles poderão hesitar ou vacilar e, provavelmente, vamos precisar de os entender... como nós também vacilamos muitas vezes... haverá sempre alguém que nos compreenda.
Por fim, o grande mistério é que nunca saberemos em que estação termina a nossa viagem e, muito menos, onde sairão os nossos companheiros, nem mesmo aqueles que estão sentados ao nosso lado. Fico a pensar se, quando sair do comboio, sentirei nostalgia... acredito que sim.
Separar-me de alguns amigos com quem fiz a viagem será, certamente, doloroso. Deixar que os meus filhos sigam sozinhos será muito triste mas, agarro-me à esperança de que, em algum momento, chegarei à estação principal e terei a grande emoção de vê-los chegar com uma bagagem que não tinham quando embarcaram. O que me fará feliz será pensar que colaborei para que a sua bagagem crescesse e se tornasse valiosa.
Meu amigo, façamos com que a nossa permanência neste comboio seja tranquila e, acima de tudo que possamos, no seu terminus, ter consciência de que valeu a pena. Esforçemo-nos para que, quando chegar o momento de desembarcar, o nosso lugar vazio deixe saudades e lindas recordações a todos os que prosseguem a viagem. A todos os que integram o meu comboio, desejo... uma viagem feliz!!!!

24 de novembro de 2010

Freddie Mercury faleceu há 19 anos - A minha homenagem

Freddie Mercury, nome artístico de Farokh Bulsara (Stone Town, 5 de setembro de 1946 — Londres, 24 de novembro de 1991), foi o lendário vocalista e líder da banda de rock britânica Queen. É considerado pelos críticos um dos melhores cantores de todos os tempos e uma das vozes mais conhecidas do mundo. Irreverente, excêntrico, divertido e inteligente. O meu ídolo. A banda por ele dirigida sempre foi, para mim, a melhor de todos os tempos. 
Algumas citações de Freddie:

"Não vou ser uma estrela, vou ser uma lenda!
Quero ser o Rudolph Nureyev do rock' and' roll!"

"Acreditamos verdadeiramente em fazer coisas invulgares,
que não se espera que façamos, e fora do comum.
Não queremos cair na rotina ou estagnar como banda."

"Não sou um fode-estrelas.
Como poderia eu ser um fode-estrelas?
Eu sou uma estrela!"

"As pessoas ficam muito preocupadas quando
me conhecem e pensam que as vou comer.
Mas cá por dentro sou extremamente tímido
e são muito poucas as pessoas que sabem
como realmente sou."

"Sou um citadino. Não sou lá muito fã do ar
do campo e da bosta das vacas."

"Não conto ficar podre de velho e para ser sincero,
não estou nada preocupado com isso.
Não tenho certamente qualquer aspiração
de viver até aos 70 anos. Seria um tédio.
Estarei morto e enterrado muito antes disso."

"Obrigado, que Deus vos abençoe.
Tenham sonhos cor-de-rosa... seus estupores!"

Fonte: Freddie Mercury, Auto-Retrato
Greg Brooks e Simon Lupton

30 de outubro de 2010

Feliz Aniversário Beatriz!

Por vezes, dou por mim a fazer uma retrospectiva da minha vida. E, pensando bem, creio que posso considerar-me uma pessoa privilegiada.
É verdade que não tenho um vencimento milionário nem a casa ou o carro dos meus sonhos. É igualmente verdadeiro que ainda não tive oportunidade de conhecer lugares que gostaria de visitar. Contudo, a questão que muitas vezes coloco a mim própria é: que importância poderão ter, no meu dia-a-dia, estes pormenores? Pois eu garanto-vos que não têm qualquer significado e passo a explicar porquê.
Sou uma pessoa modesta e a minha vida diária coaduna-se com o meu modo de ser e de estar. Considero-me uma mulher abençoada por Deus (imagino como deve ser complicado, para Ele, definir a nossa missão aqui na Terra...).
Quando pensou em mim, entendeu:
- que iria viver, pelo menos, 44 anos e que, durante esse período, teria muita saúde;
- que deveria ser integrada numa família espectacular. Atribuiu-me os melhores pais do mundo, irmãs amigas e companheiras, cunhados que considero como irmãos e alguns sobrinhos que são como filhos.
Não, não me esqueci do meu filho. A minha referência ao Alexandre é feita no final, por ser ele quem ocupa o lugar de destaque no meu coração. O patamar mais elevado... por ser o Sol da minha vida, a minha razão de viver.
É curioso que, apesar de ter vivenciado momentos muito bons e outros menos positivos, ao longo de todos estes anos, só me recordo de ter memorizado o ano de 1992 como um ano "negro", terrível. Porque perdi o meu pai. O meu ídolo. O meu melhor Amigo.
Todos os outros foram vividos num clima de entreajuda.

2009 ficará, para sempre, na nossa memória mas, desta vez, por um excelente motivo! Mais uma vez, Ele lembrou-se de nós. E brindou-nos com uma princesinha. Foi no dia 31 de Outubro que nasceu a Beatriz (a minha sobrinha e afilhada).
Decorreram, entretanto, 12 meses. Posso garantir-vos que esta menina representa uma lufada de ar fresco na nossa família. Porque trouxe até nós um novo fôlego, outro ânimo.
Pelas suas características pessoais, a Beatriz granjeou o amor, o carinho e a dedicação de todos os que lhe estão próximos. É uma bebé extremamente meiga, simpática e muito bem disposta. Não existe qualquer dificuldade em criar e acompanhar uma criança como esta.
Confesso que nutro por ela uma afeição muito especial. Aliás, outra coisa não seria de esperar. A Beatriz passa o fim-de-semana em minha casa desde o primeiro mês de vida. Nunca vi aquela menina indisposta ou a fazer birras. É muito frequente vê-la a abraçar-nos, a aconchegar-se no nosso colo e a pedir carinho. É uma beijoqueira nata. Adora dar beijinhos. 
À alguns dias atrás ouvia-a chamar-me "mamã". Imaginem como me senti
A Beatriz faz-me sorrir, naqueles momentos em que preciso de alguém e dá-me coragem quando me sinto desolada.
Obrigada pequerrucha. Pelos momentos carinhosos que tens partilhado connosco, pela alegria que trouxeste às nossas vidas, por teres tornado mais belas as nossas manhãs, por teres pintado de todas as cores os nossos dias. Feliz aniversário minha bonequinha querida!
Recebe milhões de beijinhos de parabéns. ADORO-TE princesa!

9 de outubro de 2010

THE REAL PRESIDENT...

Se o exemplo vem de cima... este deveria ser um modelo a seguir por TODOS os líderes do mundo.
Um homem que dá cartas em matéria de comportamento e civismo... que tem mostrado saber abdicar do lucro fácil e imediato em troca de mais bem estar social global.
Faço votos para que consiga, com o seu exemplo, tornar mais HUMILDES e HUMANOS TODOS os homens.


Foi por ele ser como é que Deus permitiu que chegasse onde chegou... ;))

Só se aproxima da perfeição quem a procura com constância,
 sabedoria e, sobretudo, humildade.


4 de outubro de 2010

Karting - Setembro de 2010

Algumas imagens que me foram facultadas hoje.








Um dia inesquecível.
Imagens do Kartódromo de Palmela.


2 de outubro de 2010

Feliz Aniversário Camila

Este dia é especial. A minha sobrinha e afilhada Camila faz hoje 21 anos.
Vou confessar-vos um segredo. Eu adorava ter uma filha. Como todos sabem, por comentários que fiz em posts anteriores, o meu filho é a luz dos meus olhos, o Sol da minha vida... a minha razão de viver. Mas a verdade é que, para além dele, gostava de ter tido também uma filha. O problema é que a vida nem sempre nos permite concretizar todos os nossos sonhos... mas Deus esteve atento. Como sempre! E encarregou-se de presentear-me com várias sobrinhas (já são 5, neste momento). Amo-as muito. A todas! E com a mesma intensidade.
Contudo, foi com a Camila que passei mais tempo, por residir próximo de mim.
Não há memória, ao longo destes 21 anos, de ter sido necessário fazer qualquer tipo de reparo ao comportamento desta jovem. A Camila é uma miúda extremamente responsável, sossegada, meiga e bem disposta. Uma aluna dedicada.
Muito feminina. Tem muito bom gosto para se arranjar. Anda sempre impecavelmente bem vestida. 
Uma excelente companhia. Como não gosto de andar sozinha, habituei-me a desafiá-la para me acompanhar. É com ela que partilho algumas situações da minha vida... os meus desabafos. E oiço os dela, também. 
A cumplicidade que existe, entre mim e a Camila, leva-me a considerá-la como uma filha. Provavelmente, aquela que eu gostaria de ter...
E porque hoje é o teu dia, desejo-te o melhor que a vida tiver para te dar. A concretização dos teus projectos. Um céu salpicado de estrelas.
Este é um dia para recordar. Para sorrirmos de todas aquelas coisas pequenas, tolas e divertidas (e mais não digo... ;)). Mas é, também, um dia para comemorar e para esperar novas maravilhas, novos espantos e novas alegrias.
Um beijo e um abraço apertado desta tia que te ADORA! Estarei contigo, hoje e SEMPRE! AMO-TE MUITO.

19 de setembro de 2010

A Matilde no chat do Facebook

O texto que acabo de receber, através do chat do Facebook, enviado pela minha sobrinha Matilde (com 4 anos)....

"myutut7kbhmkumh,l uphyg gtrhymsatrfilfgdeyte,y6mnjg"

Pedi à mãe da Matilde para traduzir a frase:
"Tia gostei muito do biquíni que me ofereceste. Gostava que viesses ver-me. Quando vieres à minha casa vou abraçar-te muito."

É por estas e por outras que eu ADORO crianças...ahahahahahah
Beijinhos carinhosos e um grande xi-coração Matilde. A tia ADORA-TE!!!!!

13 de setembro de 2010

Um presente especial no dia do meu aniversário ;)

Acabo de ser presenteada com um chichi da minha afilhada Beatriz...
e riu-se, riu-se imenso com a graçinha que acabou de fazer....lolololololol

1 de maio de 2010

Dia da Mãe

Propus-me dirigir-te algumas palavras. Fiz uma tentativa num pedaço de papel. Pensei. Escrevi alguns rabiscos. Voltei a pensar. O que poderia eu dizer-te que não soubesses, sendo tu, mãe, quem melhor me conhece?
Coloquei a possibilidade de copiar um poema (digno de ti), dum autor de renome. Era mais fácil, sem dúvida. Não o farei. Entendo que mereces mais. Muito mais! Talvez fosse sensato, da minha parte, começar por agradecer a Deus por te ter escolhido para minha mãe.
A ti, expresso o meu profundo reconhecimento pela dedicação, amor, carinho e protecção que sempre soubeste manisfestar naqueles que considerei os momentos mais oportunos e necessários. Eu sei, mãe, continuo sem acrescentar nada de novo! Deixa-me dizer-te, então, o quão gratificante foi, para mim, ao longo destes 43 anos, ter a noção de que, por mais complicado que fosse o meu dia.... eu ter-te-ia à minha espera. Para me ouvires, apenas.
Procurei-te, sempre! Porque tinha consciência que, de ti, provinham palavras sábias, os melhores conselhos.
Ultimamente deixas escapar, com alguma frequência, as tuas dúvidas, inseguranças e incertezas. Em relação ao tempo. Ao teu tempo. Ao tempo que te resta. Ao tempo que nos resta. Creio que ninguém parte para sempre enquanto permanecer vivo no coração de alguém, por isso, da minha parte, fica a promessa: serás eternamente a minha eleita. A minha preferida. Aqui ou em qualquer outro lugar, procurar-te-ei... sempre. Para sempre! Obrigada minha "GUERREIRA".
É liiiinnnndddddaaaa a minha mãe.
Beatriz Leal
2.5.2010

21 de abril de 2010

Parabéns Cristiano, pelo teu 30º aniversário

O Cristiano no dia em que foi baptizado

Já tive oportunidade de escrever alguuns posts acerca dos meus sobrinhos(as) - tenho três sobrinhas, três sobrinhos e duas sobrinhas-netas.
Se vos disser que gosto de todos eles da mesma maneira que gosto do meu filho, não estou a exagerar. Acreditem.
É certo que têm características e traços de personalidade diferentes mas são todos amorosos e muito educados.

Esta segunda-feira, 19 de Abril, o Cristiano fez 30 anos. Até me custa a crer!
É nestas alturas que vamos tendo a noção do tempo. Ainda à bem pouco tempo atrás lhe mudava as fraldas...
Deixem-me falar-vos um pouco do Cris.
Começo por dizer que é um "miúdo" giro, muuuiiiito giro mesmo. Mas o que mais sobressai nele é, sem dúvida, a sua beleza interior. Tem uma calma que lhe permite enfrentar qualquer situação, por pior que possa parecer, com uma serenidade espantosa. Digna de inveja, até. É meigo, muito meigo. Honesto. De uma honestidade rara, nos dias que correm. Humilde. Uma qualidade que fica bem a qualquer um de nós. Educado, também.
Acreditem que 300 páginas não seriam suficientes para registar os seus bons predicados. Não, não estou a exagerar. Aliás, estava aqui a pensar num defeito que poderia apontar-lhe. Um só. Sabem que mais? É incrível mas, não encontro nenhum.
Não haja dúvida que é com muito orgulho que me refiro a ele desta forma. E, justiça se faça, sem pôr em causa as qualidades da minha irmã, o Cristiano herdou as características do pai. À algum tempo atrás não conseguiamos explicar por que razão os filhos se parecem tanto com os pais. A genética encarregou-se de nos fazer entender por que motivo nos parecemos mais com um dos nossos progenitores. O Cris recebeu como herança os genes do pai. Não apenas nas semelhanças físicas como também no feitio.
E ainda bem que assim foi porque o resultado é francamente positivo.
Que sejas sempre muito feliz sobrinho giraço. Onde quer que o teu pai esteja, e estou certa que acompanha o teu percurso de vida, está muito vaidoso por te ter como filho. Amo-te muito.
O Cris no dia da bênção das fitas.

28 de março de 2010

Dia do Pai

Comemorou-se, no passado Sábado 19, o Dia do Pai.
Confesso-vos que estive tentada a dirigir algumas palavras ao meu pai. Não o fiz. Apesar de compreender que é positiva a designação destes dias - Dia do Pai, da Mãe, da Criança, da Mulher, etc... - eu prefiro mimar aqueles que me são próximos e queridos sempre que posso e não apenas num único dia do ano. As pessoas que lêem o que escrevo, no RegistoCriativo, são conhecedoras do meu amor incondicional à minha Família.
São, todos  eles, e cada um a seu jeito, a estrutura que me sustenta e fortalece, os meus alicerces. É a eles que recorro e são eles que me dão ânimo quando preciso de ajuda ou me sinto mais triste. Mas falar do meu Pai... não é tarefa fácil. Não consigo deixar de sentir um nó na garganta. Um enorme aperto no coração. Porque sinto imensas saudades dele.  Do tempo e dos momentos que partilhei com aquele que será sempre o meu ídolo. O meu melhor Amigo. Aqueles que o conheceram sabem bem do que falo e a que me refiro. Ele foi a pessoa mais humana e honesta que conheci. Tinha um coração do tamanho do mundo. Dele, recebi apenas bons exemplos e por isso é tão comum, em mim, realçar o imenso orgulho que sinto em ser sua filha.
Sempre fui um pouco maria-rapaz, rebelde e destemida. E sei que ele achava piada ao facto de eu ser assim. De certo modo, as patifarias que eu fazia e que eram comuns nos rapazes, conpensavam a pena que ele sentia de não ter tido e acompanhado um filho.
Para terem uma ideia da malandra que fui... aprendi a andar de mota aos 7 anos. Com 8 anos, sabia colocar o carregador na pistola e os cartuchos na caçadeira e distinguir os que se adequavam a caça grossa ou a presas mais pequenas (o meu pai foi um excelente caçador e atirador).
Aos 14 anos ensinou-me a conduzir uma Ford Transit e a assobiar como os rapazes. O meu desporto favorito era o futebol (integrei uma equipa feminina). Sempre que podia, chegava a roupa ao pêlo aos colegas de escola. Para desgosto da minha mãe, não vestia saias nem vestidos porque, para fazer estas traquinices, dava-me mais jeito andar de calças e de ténis. Namorados, nem vê-los. Creio que mesmo que quisesse arranjar um, não conseguia... porque os rapazes tinham medo de mim. Só a partir dos 16 anos é que começei a comportar-me como uma rapariga. Sei, hoje, que ainda fui muito a tempo e recordo, com imensas saudades, estes momentos fantásticos que partilhei com o meu Pai.
Com a partida dele, a minha maneira de ser e de estar na vida modificou-se. Posso assegurar-vos que não há um único dia que não me lembre dele. É comum, em família, recordarmos estes momentos tão excepcionais. É uma forma saudável de demonstrar-lhe, onde quer que ele esteja, a imensidão do amor que sentimos por ele. Que continua vivo, em cada um de nós.
AMO-TE MUITO PAI.

29 de janeiro de 2010

Um dia para recordar - 30.1.2010

Aproxima-se o dia de aniversário das minhas irmãs gémeas. Para que compreendam: somos quatro irmãs. A Filomena é a mais velha. A Irisalva e a Zialtina são as "do meio" - as gémeas. Eu sou a mais nova.
É habitual, entre nós, organizarmos um jantar de família nestes dias especiais mas, considerando que as minhas irmãs celebram, em 2010, 50 anos de vida, achei por bem comemorar esta data dirigindo-lhes algumas palavras merecidas e verdadeiras. Lamechices, estarão vocês a pensar. Pois que sejam! Nesta minha estranha forma de vida procuro ser lamechas com aqueles que amo. Porque creio que é, em vida, que devemos declarar o nosso amor por alguém, reconhecer os nossos erros e pedir perdão pelas nossas falhas. O dilema está em transcrever para o papel o que nos vai na alma.
Este "exercício" obrigou-me a revisitar algumas recordações do passado. Os momentos que partilhámos juntas. E confesso-vos: Valeu a pena!
Passei em revista os nove anos que vivemos no Luso, em Angola. Anos felizes. Os momentos de grande dificuldade  que fomos forçados a ultrapassar nos primeiros anos a residir em Portugal. Éramos REFUGIADAS de uma guerra que nunca foi nossa. Sobrevivemos. Os laços fortaleceram-se. A entreajuda foi uma constante. A união consolidou-se. Os anos que se seguiram foram, sem dúvida, mais fáceis. Cada uma seguiu o seu caminho. Houve momentos felizes e outros mais conturbados mas, o saldo é francamente positivo. Porquê?
Apraz-me salientar que, nesta minha retrospectiva sobre os momentos que vivenciámos e apesar das dificuldades já citadas, não existem registos de disputas, de invejas, de quezílias ou de amuos.
Esta constatação permite-me afirmar que partilho, com as minhas irmãs, 43 anos de uma sólida e duradoura amizade. Não. Não me refiro àquele género de amizade que se contrói no local de trabalho ou numa saída com "amigos", num almoço ou jantar de grupo, onde se bebem uns "copos"... sempre com muitas cortesias e lisonjas! Esses são meus conhecidos.
Amigos são aqueles que procuro como procuro livros. E, para mim, acertar na procura não obriga a que sejam muitos, nem extraordinários. Apenas que sejam poucos mas bons e que estejam devidamente identificados.
Que seja alguém com quem eu possa falar sobre as minhas preocupações e alegrias como se falasse comigo mesma. Alguém em quem eu possa confiar um segredo. Alguém que na adversidade e no infortúnio não me virará as costas. Alguém para quem eu olhe e veja a outra parte de mim. Alguém que me conhece a fundo e não obstante me quer bem.
Com estas características são poucos os meus Amigos mas, entre eles, estão as minhas irmãs.
A Filomena é uma ternura. Meiga, prestável e muito sociável. Atendendo talvez à diferença de idades que nos separa, considero-a uma segunda mãe.
As gémeas são igualmente companheiras e compreensivas. Cúmplices até! Daí o meu amor, respeito, camaradagem, compreensão, estima e dedicação por todas elas.
Agradeço-vos cada momento que partilhei convosco.
O que posso, então, desejar-vos neste dia tão especial?
Que o vosso aniversário seja melhor que as coisas habituais. Que possam abrir as cortinas, pela manhã e descobrir que nevou. As primeiras gotas de chuva salpicando a poeira da seca. Janelas iluminadas com a luz do pôr do Sol. Uma garça planando lentamente no céu, ao entardecer. Uma porta que se abre para as coisas tão familiares. O cheiro da primavera. Coisas que já têm mas que são sempre novas. Saúde. Paz. Amor. A dádiva dos dias. O dom da vida. Um grande beijo de parabéns.
A Filomena

A Vita e a Tina - 1962
Um piquenique que fizeram, com os meus pais,
próximo do Luso, em Angola.

A cumplicidade, entre elas, é visível desde muito cedo! :-)

A Vita, eu e a Tina - 1968
A primeira comunhão das gémeas

Eu, a Tina e a Vita - 1970
O dia em que as gémeas fizeram o Crisma
Ainda as gémeas

Uma foto tirada em frente à nossa casa, no Luso - 1972

As gémeas - Barreiro, 1981
 

Imagens/Pictures

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