28 de março de 2010

Dia do Pai

Comemorou-se, no passado Sábado 19, o Dia do Pai.
Confesso-vos que estive tentada a dirigir algumas palavras ao meu pai. Não o fiz. Apesar de compreender que é positiva a designação destes dias - Dia do Pai, da Mãe, da Criança, da Mulher, etc... - eu prefiro mimar aqueles que me são próximos e queridos sempre que posso e não apenas num único dia do ano. As pessoas que lêem o que escrevo, no RegistoCriativo, são conhecedoras do meu amor incondicional à minha Família.
São, todos  eles, e cada um a seu jeito, a estrutura que me sustenta e fortalece, os meus alicerces. É a eles que recorro e são eles que me dão ânimo quando preciso de ajuda ou me sinto mais triste. Mas falar do meu Pai... não é tarefa fácil. Não consigo deixar de sentir um nó na garganta. Um enorme aperto no coração. Porque sinto imensas saudades dele.  Do tempo e dos momentos que partilhei com aquele que será sempre o meu ídolo. O meu melhor Amigo. Aqueles que o conheceram sabem bem do que falo e a que me refiro. Ele foi a pessoa mais humana e honesta que conheci. Tinha um coração do tamanho do mundo. Dele, recebi apenas bons exemplos e por isso é tão comum, em mim, realçar o imenso orgulho que sinto em ser sua filha.
Sempre fui um pouco maria-rapaz, rebelde e destemida. E sei que ele achava piada ao facto de eu ser assim. De certo modo, as patifarias que eu fazia e que eram comuns nos rapazes, conpensavam a pena que ele sentia de não ter tido e acompanhado um filho.
Para terem uma ideia da malandra que fui... aprendi a andar de mota aos 7 anos. Com 8 anos, sabia colocar o carregador na pistola e os cartuchos na caçadeira e distinguir os que se adequavam a caça grossa ou a presas mais pequenas (o meu pai foi um excelente caçador e atirador).
Aos 14 anos ensinou-me a conduzir uma Ford Transit e a assobiar como os rapazes. O meu desporto favorito era o futebol (integrei uma equipa feminina). Sempre que podia, chegava a roupa ao pêlo aos colegas de escola. Para desgosto da minha mãe, não vestia saias nem vestidos porque, para fazer estas traquinices, dava-me mais jeito andar de calças e de ténis. Namorados, nem vê-los. Creio que mesmo que quisesse arranjar um, não conseguia... porque os rapazes tinham medo de mim. Só a partir dos 16 anos é que começei a comportar-me como uma rapariga. Sei, hoje, que ainda fui muito a tempo e recordo, com imensas saudades, estes momentos fantásticos que partilhei com o meu Pai.
Com a partida dele, a minha maneira de ser e de estar na vida modificou-se. Posso assegurar-vos que não há um único dia que não me lembre dele. É comum, em família, recordarmos estes momentos tão excepcionais. É uma forma saudável de demonstrar-lhe, onde quer que ele esteja, a imensidão do amor que sentimos por ele. Que continua vivo, em cada um de nós.
AMO-TE MUITO PAI.

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