16 de novembro de 2010

Um coração desgovernado

Tal como acontece com os electrodomésticos, devia-nos ser entregue, à nascença, um manual de instruções. Um documento que nos desse indicações precisas e concretas sobre o modo como devemos agir e reagir em certos momentos da nossa vida.
Estou certa de que, se o manual existisse, o capítulo mais extenso seria dedicado ao nosso coração. Não, não me refiro à sua finalidade e composição. Disso já a medicina se encarregou. Referia-me à sua filosofia.
Se pegasse no meu coração e o abrisse, se espreitasse as suas câmaras, conhecia-lhe as fibras, as ordens nervosas que lhe comandam a cadência e as redes eléctricas que o fazem pulsar.
Mas não seria capaz de entender onde nisto tudo entras tu. Qual é o teu papel. Que poder exerces sobre ele. O que sei é muito pouco. 
Uma parte dele pertence-te, disso não me restam dúvidas. Tive essa percepção quando o senti bater desenfreadamente depois de receber um "beijo bom", de sentir o teu cheiro, o gosto doce do teu beijo.
É verdade. Sinto-o quase parar sempre que me tratas por princesa ou por querida. Que direito terás tu de lhe acelerar os batimentos, sempre que imagino o fervilhar da minha pele quando em contacto com a tua?
Como eu gostava de compreender o amor... mas as leis da Química nunca foram o meu forte. Resta-me uma única certeza: é por ti que o meu coração suspira e palpita, é em ti que busco inspiração.
Será que algum dia conseguirei reassumir o controlo deste orgão desgovernado?

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