28 de dezembro de 2010

Violência contra mulheres

Parece começar a tornar-se habitual a divulgação, quase diária, de casos de violência contra mulheres. Muitas são as histórias de revólveres, de caçadeiras de canos cerrados e de machados. Têm sido tornados públicos vários episódios de senhoras violentamente agredidas ou mortas pelos companheiros, maridos e namorados. Muito se tem dito sobre a necessidade de consciencialização deste fenómeno absolutamente inaceitável, mas creio que apenas isso não basta. Talvez fosse necessário e urgente que estas notícias terríveis se fizessem acompanhar da divulgação de alguns exemplos de punições rápidas e eficazes. Sim, porque não deve ser por falta de leis ou de juízes que tal não acontece. Assim elas fossem, por eles, devidamente aplicadas.
Quer parecer-me que, nos dias que correm, já não existe justificação possível para que uma mulher permita que a humilhem e agridam física ou psicologicamente. Como será a convivência diária e debaixo do mesmo tecto com alguém que, de forma reiterada, nos humilha e maltrata? Creio que a vida é demasiado curta para ser desperdiçada ao lado de um qualquer energúmeno. Não há desculpa possível.
É verdade que uma mulher com trabalho, economicamente independente, com uma auto-estima forte tem muito mais probabilidade de sair de uma relação em que é frequentemente violentada, mas também não deixa de ser verdade que muitas são as mulheres que preferem sujeitar-se aos caprichos destes carrascos apenas por comodismo. Por não terem a coragem de ir à luta, de fazer limpezas se necessário for. Inventam-se desculpas: " O meu filho ainda é muito pequeno... custa-me criá-lo sem a presença do pai." ERRADO. Completamente errado. Será preferível que uma criança cresça a presenciar cenas de insultos e de violência de forma sistemática? Engane-se quem pensa que a figura do pai é indispensável para o desenvolvimento dos meninos. Especialistas crêem que a moralidade e a masculinidade de um rapaz podem ser cultivadas mesmo sem a presença de um pai. O que importa é a qualidade da criação dos filhos, não o número de pais.
Muitas são as mulheres que conseguem criar um tipo de homem forte e sensível, capaz de entender que as emoções são valiosas.
O mais sensato, neste género de situações, é cortar o mal pela raíz. Não pode haver desculpas nem perdões. Nada de autocomiserações do tipo: "Ele ama-me. Talvez valha a pena tentar mais uma vez..."
É óbvio que, numa relação onde existe tamanha falta de respeito, não pode haver amor. NÃO HÁ. Ponto final. O melhor a fazer é evitar contactos. Substituir o número de telemóvel e se necessário, pedir ajuda a quem esteja habituado a acompanhar situações idênticas - Aos órgãos de polícia, aos serviços do Ministério Público junto dos Tribunais ou à Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV).
O que me parece importante reter é que a célebre frase "até que a morte nos separe" NÃO SIGNIFICA TER DE SOFRER ATÉ À MORTE!

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